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domingo, 16 de dezembro de 2012

Fisioterapia no Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas

A cirurgia ortognática se destina a pessoas que apresentam um crescimento desigual entre a arcada superior e inferior, o que pode trazer inúmeras conseqüências negativas no seu dia a dia como: apnéia do sono, ronco, dormir de boca aberta, dores nas articulações da face e dores de cabeça, dificuldade de fechar a boca, além de desarmonias estéticas. Todas essas características podem ser um indicativo para a cirurgia.
Em associação com o tratamento ortodôntico permite uma correta solução das má-oclusões, especialmente nos casos mais severos. De acordo com o grau do problema, a cirurgia varia de pequenas movimentações de grupos de dentes até a movimentação completa da mandíbula e maxila.
O objetivo destes procedimentos conjuntos, ortodônticos e cirúrgicos, é a correção das deformidades dento-faciais e o estabelecimento de um equilíbrio entre os dentes, os ossos de sustentação e as estruturas faciais vizinhas (língua,lábios e bochechas) melhorando o aspecto facial.
A cirurgia está indicada quando há um reconhecimento da impossibilidade da execução do tratamento ortodôntico isolado, o que resultaria em instabilidade e desequilíbrio ósseo-dentário. Em alguns casos, a deformidade óssea associada impede a movimentação dos dentes para uma posição aceitável de mordida. Pode existir também, a possibilidade de se conseguir uma movimentação dentária aceitável, porém não estável ao longo do tempo, acarretando perda de dentes e sérios problemas para a articulação têmporo-mandíbular (ATM). Além disto, pacientes submetidos ao tratamento não cirúrgico, podem terminar com uma exagerada desarmonia facial.

Fases do tratamento

Exodontia dos dentes do siso deve ser no mínimo avaliada antes da montagem do aparelho ortodôntico
Montagem do aparelho ortodôntico fixo – o tratamento ortodôntico pode levar de 8 a 24 meses antes da cirurgia para deixar os dentes em uma posição adequada
Cirurgia Ortognática (ainda com o aparelho de ortodôntico nos dentes)
Trinta dias de recuperação (sem esforço físico, sem esporte e sol)
Retorno ao tratamento ortodôntico de 30 a 60 dias após a cirurgia para melhorar definitivamente a posição dos dentes
Controles periódicos com o cirurgião
O tempo do Tratamento depende do grau de dificuldade do tratamento ortodôntico

Os procedimentos cirúrgicos mais freqüentes:

1.Mentoplastia = procedimento cirúrgico que altera o tamanho e a forma do mento ( queixo )

2.Osteotomia tipo Le Fort I = uma técnica cirúrgica muito utilizada para correção de deformidades da maxila, pois permite movimentá-la para frente, para trás, para cima e para baixo, com ou sem enxerto ósseo

3.Osteotomia sagital oblíqua = técnica cirúrgica para correção das deformidades da mandíbula, permitindo posicioná-la para frente ou para trás e ao mesmo tempo alterar a altura do terço inferior da face.

4.Osteotomia segmentar = técnica que permite movimentar cirurgicamente um ou mais dentes dentro do arco dentário.

5.Expansão palatina cirúrgica = técnica utilizada para alargamento da maxila, em pacientes adultos.

6.Osteotomia vertical de ramo mandíbular = procedimento realizado na parte posterior da mandíbula, por acesso externo ou interno, para recuar o osso.
 

Quais os benefícios da cirurgia ortognática?

  • Melhora a relação entre os dentes, músculos e esqueleto;
  • Melhor posicionamento da musculatura do pescoço e da base da língua;
  • Melhora da oclusão e da articulação temporomandibular;
  • Melhora da mastigação e da digestão;
  • Qualidade de vida e autoestima elevada.
SINTOMATOLOGIA PÓS-OPERATÓRIA - (paciente pode ou não apresentar todos estes sintomas)
- DOR (facial, ATM, Mandíbula, Cefaléia,etc)
- EDEMA (facial)
- Dificuldade de mastigação, fala, deglutição, uso de musculatura da mímica facial
- Alteração de sensibilidade facial
- Limitação dos movimentos mandibulares
- Obstrução nasal
Objetivos do Tratamento Fisioterapeutico

Redução total do quadro álgico (DOR)  Redução e eliminação do edema Recuperação da ADM dos movimentos da ATM Restabelecimento das funções de fala, mastigação, deglutição  Estimular e contribuir para o retorno da sensibilidade afetada em alguns casos

TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO
Utilização de recursos eletrotermofototarapeuticos (redução da dor e edema)
Liberação miofascial (prevenção de aderências)
Inibição muscular relexa - quebra de reflexos nociceptivos patológicos, relaxamento de musculatura, desaparecimento de trigger points
Utilização de Hiperbolóide, Ativador Helicoidal Crânio Mandibular
Técnicas Osteopáticas, Mulligan, Inervação recíproca, muscle energy
Técnicas Intra Orais
Terapia Neural

Dr Antonio Viana de Carvalho Junior (Fisioterapeuta)

(85) 8845-9623/9955-7355

vianajunior@antonioviana.com.br















terça-feira, 21 de agosto de 2012

FISIOTERAPEUTAS DO REINO UNIDO: OS PRIMEIROS A PODER PRESCREVER MEDICAMENTOS
Os pacientes poderiam se beneficiar de um acesso mais rápido a medicamentos, como o alívio da dor e anti-inflamatórios graças a propostas de novos poderes avançados de prescrição para fisioterapeutas e podólogos, anunciou Lord Howe, Ministro da Saúde.
Fisioterapeutas seriam capazes de prescrever medicamentos para problemas como dores crônicas e doenças respiratórias como a asma. A oportunidade de prescrever para o alívio da dor e outros medicamentos ajudam muitos pacientes a responder mais rapidamente ao tratamento.

Podólogos que tratam de pacientes com uma ampla gama de condições patológicas, incluindo úlceras do pé diabético e distúrbios artríticos no pé e tornozelo seriam capazes de prescrever medicamentos, se necessário, mais prontamente.

Ministro da Saúde, Lord Howe disse:

"Os fisioterapeutas e podólogos são altamente treinados e desempenham um papel vital na garantia que pacientes recebam atendimento integrado, o que ajuda na recuperação após o tratamento ou na gerencia com sucesso de uma condição a longo prazo.

"Ao introduzir estas mudanças, pretendemos fazer o melhor uso de suas habilidades e permitir que os pacientes se beneficiem de um serviço mais rápido e eficaz, sem comprometer a segurança."

Dra. Helena Johnson, presidente da Chartered Society of Physiotherapy,  disse:

"Dar a oportunidade aos Fisioterapeutas de  prescrever de forma independente será possibilitar enormemente a melhora e os cuidados que podem fornecer no futuro."

"Os pacientes passarão a receber um serviço mais ágil e eficiente, o que significa obter os medicamentos de que necessitam mais de imediato."

Alison Wishart, presidente da Sociedade de pedicuro e podólogos disse:

"Independente de prescrição os podólogos fornecem uma oportunidade de oferecer serviços mais flexíveis para os pacientes - assegurar o acesso oportuno aos medicamentos, cuidar mais e permitir a inovação."

A proposta de alargar as responsabilidades de prescrição segue duas consultas públicas no ano passado e recomendações subsequentes da Comissão sobre Medicamentos Humanos.

Fisioterapeutas e podólogos que tenham concluído com êxito a Health Professions Council (HPC) são aprovados nos programas de educação e são anotados em um registro chamado theHPCregister. Com isso, podem realizar a prescrição de medicamentos de forma independente em 2014.


 Fonte: The Information Daily
vianajunior@antonioviana.com.br
Dr. Antonio Viana C Junior
(85) 8845-9623/ 9955-7355
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TERAPIA NEURAL - TRATAMENTO DE DORES AGUDAS E CRÔNICAS

Terapia Neural
Abordagem diagnóstica e terapêutica visando estimular a regulação do sistema nervoso autônomo na atenção às disfunções dolorosas e cinéticas funcionais humanas, induzindo processos de auto-regulação e reequilíbrio.

Quais são as principais indicações da Terapia Neural?

As disfunções que cursam com dores musculoesqueléticas, tais como epicondilites, tendinites, miosites, neuralgias, fibromialgia, hérnias discais, cefaléias cervicogênicas, dentre outras, possuem em comum componentes neurovegetativos com repercussões locais e à distância, em função das inúmeras interconexões neurais presentes no corpo humano.

Os desequilíbrios neurovegetativos, ou seja, hiper ou hipoatividade simpática, parasimpática ou visceral, isoladas ou combinadamente, produzem alterações circulatórias regionais e/ou sistêmicas, alterações da condução neural, levando ao desencadeamento e/ou agravamento de condições hipertônicas, hipersensibilidade e algias.

Muitas vezes, apesar do uso de fármacos potentes analgésicos, AINHs, antidepressivos e outros, não há alívio de sintomas. Diversos autores como descrevem que a Terapia Neural produz efeitos diretos sobre a circulação e inervação autônoma, favorecendo a absorção e a ação destes fármacos.


A Fisioterapia Neural consiste na estimulação de terminais nervosos do sistema nervoso autônomo que se encontram bloqueados, intoxicados ou estagnados em função da presença de tecidos inflamados, em sofrimento bioquímico por falta de oxigénio e nutrientes, ou necróticos.

Trata-se o paciente com agulhamento auxiliado por anestésico local em baixa concentração (de 0,5 a 1% normalmente) em pontos específicos do corpo.

Praticada por diversos profissionais de saúde oriundos da Alemanha no Brasil e diversos países da América Latina.

PATOLOGIAS TRATADAS:

- Distúrbios músculoesqueléticos (tendinopatias, artropatias,etc)
- Fibromialgia
- Algias de Coluna
- Disfunção da ATM
- Dores Orofaciais
- Cicatrizes Hipertróficas
- Enxaquecas

Dr. Antonio Viana de Carvalho Júnior

Rua José Alves Campos, 200 Guararapes
Consultório próximo ao Iguatemi
(85) 8845-9623/9955-7355
vianajunior@antonioviana.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cefaléia e DTM




A articulação temporomandibular (ATM), pela suas peliculiaridades, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. A disfunção de qualquer um de seus elementos pode desorganizar todo o sistema estomatognático e desencadear os mais diversos quadros patológicos.

A relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de poderem também aparecer associadas ao acaso, pois estas desordens são bastante prevalentes.
Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está, principalmente, na eliminação do fator desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento têm sido utilizados. Muitos são os processos terapêuticos empregados até o momento, o critério para escolha é feito de acordo com a particularidade de cada caso e a intervenção interdisciplinar mostra resultados benéficos para estes pacientes, porém são necessários maiores estudos para o seu esclarecimento.

Alterações no sistema mastigatório (dentes, periodonto, músculos e ATM) podem levar a reações adaptações e sintomas nesse sistema. A cefaléia é um dos sintomas mais comuns nos problemas de ATM.

Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está principalmente na eliminação da causa desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. A terapêutica sintomática simples leva somente a um êxito temporário, pois se a causa não é eliminada, o mal se repete ou continua.

Após a perda dos dentes ou dos tecidos, mudanças compensatórias ocorrerão na direção das forças dos músculos mastigatórios, levando a alterações estruturais, podendo ser responsáveis por sintomas clínicos como dor local com irradiações para o ouvido

Disfunção da articulação temporomandibular

A articulação temporomandibular, pelas peliculiaridades que apresenta dentro do sistema estomatognático, regulada por reflexos neuromusculares extremamente delicados, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. Qualquer alteração, por mínima que seja, modificando a relação oclusal ou promovendo incordenações musculares, nela se reflete, induzindo disfunção caracterizada por síndromes dolorosas que podem ser agravadas por diversas situações. Devemos lembrar que a articulação temporomandibular não é um elemento anatômico isolado, sendo parte essencial de um mecanismo bastante complexo integrado pelos seguintes elementos: ATM, músculos mastigadores, músculos do assoalho bucal, ligamentos, língua, lábios, glândulas salivares, dentes, nervos motores e sensitivos, ossos maxilares, etc.

A disfunção de qualquer um dos elementos pode, num dado momento, desorganizar todo este sistema e desencadear os mais diversos quadros patológicos que, direta ou indiretamente, repercutem sobre a ATM e seus componentes musculares.

Inicialmente, pesquisadores tentaram estabelecer a patogênese deste quadro doloroso em que toda a atenção concentrou-se nos transtornos articulares. Posteriormente, compreendeu-se que as manifestações sobre o osso e a cartilagem articular não eram senão conseqüência de alterações localizadas em todo o sistema temporomandibular. Depois de uma série de trabalhos, concluiu-se que toda a problemática residia no desequilíbrio neuromuscular Para analisar um distúrbio, devemos nos basear em dois aspectos fundamentais: sua fisiopatologia e sua causa ou causas. Sabe-se que a fadiga muscular e o espasmo são responsáveis pelos principais sintomas de dor, sensibilidade, ruído e limitação de função, que caracterizam a síndrome de dor e a disfunção na articulação temporomandibular.

O desenvolvimento do espasmo dos músculos da mastigação decorrente de qualquer dos mecanismos citados pode acarretar dor e limitação dos movimentos, assim como pequeno desvio da posição de repouso da mandíbula, impedindo a oclusão adequada dos dentes. Os dentes podem deslocar-se gradualmente a fim de acomodar a má oclusão, se a mesma persistir por tempo suficiente, mas então, quando o espasmo for aliviado, os pacientes desenvolvem outro desequilíbrio oclusal, quando a musculatura aliviada permite o retorno dos maxilares à sua posição original normal.

Cefaléia e disfunção da articulação temporomandibular

De acordo com a literatura odontológica, a relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de também poderem aparecer associadas ao acaso, pois essas desordens são bastante prevalentes. Dos sinais e sintomas clínicos encontrados, a dor dos músculos mastigatórios à palpação tem sido considerada a de maior relação com a cefaléia.

Avaliação e diagnóstico

Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento das desordens temporomandibulares tem sido usados. O comitê da Sociedade Internacional de Cefaléia tentou uniformizar criando termos para a classificação dessas disfunções através de critérios diagnósticos, incluindo sinais e sintomas, anormalidades morfológicas e disfunções da mandíbula, da língua e da boca; porém não inclui sensibilidade dos músculos pericraniais e da mandíbula


Critérios de disfunção temporomandibular

Deve estar presente três ou mais dos seguintes itens:


– Ruídos na ATM com a movimentação da mandíbula.
– Limitação ou espasmo na movimentação da mandíbula.
– Dor.
– Travar a mandíbula durante a abertura.
– Cerrar os dentes.
– Ranger os dentes.
– Outras parafunções orais


Sugestão para examinação na disfunção temporomandibular

Procure por ruídos ou estalidos na ATM.
Apalpe e procure anormalidades na ATM.
Mensure a abertura da boca (> 40 mm).
Apalpe a região lateral e dorsal da ATM procurando hipersensibilidade.
Determine a posição e o contato dos dentes molares, prémolares e incisivos, incluindo a perda dos molares e mau funcionamento dos dentes

TRATAMENTO

Tanto o tratamento de cefaléias quanto de DTM (Disfunção da ATM) devem incluir consultas com especialistas médicos, odontólogos, psicólogos e fisioterapeutas, para maior uma conclusão diagnóstica mais segura da causa principal do distúrbio.
Caso a cefaléia esteja verdadeiramente correlacionada com a DTM, o paciente deve buscar ajuda com um dentista e um fisioterapeuta especialiazados no assunto.

FISIOTERAPIA

A fisioterapia atua no tratamento das DTM objetivando o relaxamento da musculatura em espasmo, alivio da sintomatologia dolorosa, inclusive a cefaléia, melhora dos movimentos crânio-mandibulares e cervicais, condicionamento da musculatura crânio-cérvico-mandibular










Referências:

Olesen JW, Tfelt-Hansen P, Welch KMA. The headaches.
Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins, 2000
IHS – International Headache Society. Headache
Classification Committee. Classification and diagnostic
criteria for headache disorders, cranial neuralgias and
facial pain. Cephalalgia, 8(suppl. 7):1-96, 1988
Svensson P, List T, Hector G. Analysis of stimulus-evoked
pain in patients with myofascial temporomandibular pain
disorders. Pain, 92(3):399-409, 2001.


Dr. Antonio Viana de Carvalho Júnior
Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Tratamento de DTM e Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas
(85) 8845-9623/9975-7355
vianajunior@antonioviana.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Compete ao Fisioterapeuta, para o exercício do método Pilates no Diário Oficial da União

ENTIDADES DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES LIBERAIS
CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
RESOLUÇÃO Nº 386, DE 8 DE JUNHO DE 2011
Dispõe sobre a utilização do método Pilates pelo Fisioterapeuta e dá outras providências.
O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, no uso das atribuições conferidas pelo inciso II do Art. 5° da Lei n° 6.316 de 17 de setembro de 1975, em sua 211ª Reunião Plenária Ordinária, realizada no dia 08 de junho de 2011, na sede do CREFITO-8, situada na rua Jaime Balão, 580, Hugo Lange, Curitiba- PR, deliberou:
CONSIDERANDO que a fisioterapia é profissão regulamentada pelo Decreto Lei n° 938 de 1969;
CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO n° 8 de 1978;
CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO n° 80 de 1987;
CONSIDERANDO o amplo reconhecimento social do método Pilates, prescrito e exercido por profissionais Fisioterapeutas;
CONSIDERANDO a Resolução CNE/CES n° 4 de 19 de fevereiro de 2002 que normatiza as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia;
CONSIDERANDO as ações de promoção da saúde, bem estar social e qualidade de vida da Organização Panamericana da Saúde (OPA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil.
resolve:
Artigo 1° – Compete ao Fisioterapeuta, para o exercício do método Pilates, prescrever, induzir o tratamento e avaliar o resultado a partir da utilização de recursos cinesioterapêuticos e mecanoterapêuticos, devendo observar:
a)Que o método Pilates é um recurso cinesioterapêutico e mecanoterapêutico que promove a educação e reeducação do movimento corporal, composto por exercícios terapêuticos de promoção, prevenção e recuperação da saúde físico funcional;
b)Que o objetivo da utilização do método Pilates, é a estabilização postural, melhoria da força muscular para desempenho das atividades de vida diária, mobilidade articular, equilíbrio corporal e harmonia das cadeias musculares, entre outras com vistas à melhora da condição de saúde e qualidade de vida de seus clientes/pacientes.
c)Que a avaliação dos seus clientes/pacientes ocorrerá para eleger o melhor recurso do método Pilates e propedêutica apropriada, tais como: tempo, intensidade e freqüência do tratamento individualizado ou em grupo, de forma que garanta a qualidade da assistência fisioterapêutica.
d)Que a avaliação, prescrição e a evolução da intervenção fisioterapêutica constarão em prontuário, cuja responsabilidade deverá ser assumida pelo Fisioterapeuta, inclusive quanto ao sigilo profissional, bem como a observância dos princípios éticos, bioéticos, técnicos e científicos.
Artigo 2° Para os efeitos éticos e legais desta Resolução, o método Pilates sempre que indicado e administrado por profissional Fisioterapeuta estará vinculado ao controle ético e fiscalizatório do Sistema COFFITO/CREFITOs, sendo, portando, necessário o registro, por parte do profissional Fisioterapeuta, do seu consultório ou empresas referidas no Artigo 4° no CREFITO de sua circunscrição.
Artigo 3° Os casos omissos serão deliberados pelo Plenário do COFFITO.
Artigo 4° Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
ELINETH DA CONCEIÇÃO DA SILVA BRAGA
Diretora-Secretária
ROBERTO MATTAR CEPEDA
Presidente do Conselho
D.O.U., 14/06/2011 – Seção 1

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fisioterapia Neural

A Fisioterapia Neural consiste na estimulação de terminais nervosos do sistema nervoso autônomo que se encontram bloqueados, intoxicados ou estagnados em função da presença de tecidos inflamados, em sofrimento bioquímico por falta de oxigénio e nutrientes, ou necróticos.

Trata-se o paciente com agulhamento auxiliado por anestésico local em baixa concentração (de 0,5 a 1% normalmente) em pontos específicos do corpo.

 


Praticada por diversos profissionais de saúde oriundos da Alemanha no Brasil e diversos países da América Latina
O sistema nervoso vegetativo é uma enorme rede de informação que conecta todo o organismo através de impulsos eletromagnéticos. Além de transmitir emoções ao corpo físico e armazenar memórias, também integra órgãos e tecidos, regulando suas funções.
Situações traumáticas, como stress emocional ou intervenções cirúrgicas, descarregam o potencial bioelétrico da membrana celular, impossibilitando a comunicação das células com o resto do organismo. Estes campos de interferência bloqueiam a informação, enfraquecendo nossa capacidade de auto-cura.
A terapia neural elimina os bloqueios que alteram o intercambio de informação e irritam a rede nervosa, reativando o mecanismo auto-bioregulador do corpo e criando uma nova ordem de equilíbrio por meio da própria força vital. Sua abordagem é holística pois cria conexões, parte do princípio que qualquer irritação que altere as propriedades de uma parte do sistema, afetará toda a sua totalidade.
O objetivo da Terapia Neural é “desprogramar” traumas no corpo físico e emocional à nível celular, desalojando sentimentos aprisionados no sistema que impedem a pessoa de habitar o momento presente. É eficiente no tratamento de diversos desequilíbrios emocionais e físicos, tais como estresse, falta de concentração, falta de memória, fadiga, depressão, insônia, transtornos no ciclo menstrual, desequilíbrios na tireóide, no climatério e na menopausa, TPM< dores crônica e agudas, nevralgias, entre outros males.

terça-feira, 1 de março de 2011

Entenda mais sobre deslocamento de disco na ATM


Essa estrutura permite o deslizamento dos ossos sem que haja atrito de osso-contra-osso, além de proporcionar outras funções como, por exemplo, facilitar a distribuição do líquido sinovial que banha a articulação, levando nutrientes para as várias partes da superfície articular
Essa estrutura permite o deslizamento dos ossos sem que haja atrito de osso-contra-osso, além de proporcionar outras funções como, por exemplo, facilitar a distribuição do líquido sinovial que banha a articulação, levando nutrientes para as várias partes da superfície articular.
Quando este disco é danificado, a função fica comprometida e predispõe a articulação a um processo degenerativo que irá termirá muitas vezes em uma ATM deformada, com dores e limitação dos movimentos.
Um ponto importante é descobrir a causa da perfuração do disco, pois uma lesão por traumatismo terá um tratamento diferente de uma lesão provocada por uma doença autoimune ou reumática, bem como terá diferenças nos resultados.
Como identificar? Alguns sinais e sinomas que podm ser percebido pelo próprio paciente, bem como alguns exames podem ajudar a diagnosticar a perfuração do disco:
  • Presença de crepitação, aquele barulho de areia na ATM;
  • Dor localizada na ATM (logo à frente do ouvido) ao movimentar a mandíbula;
  • Dor ao morder alimentos duros
Entretanto como esses sinais e sintomas acima mencionados não são específicos da perfuração de disco, ou seja, podem ocorrer também em osteoartrites onde o disco ainda
não está perfurado,  o diagnóstico diferencial deverá envolver o uso de exames de imagem, especialmente a ressonância magnética, para que se possa avaliar a extensão dos danos e monitorar o avanço e/ou regressão do problema.

Assim como um disco da coluna vertebral pode sair fora do alinhamento, o mesmo pode acontecer com a articulação em sua mandíbula. Isso ocorre quando os ligamentos que normalmente mantém o disco em posição perdem esta capacidade levando a mandíbula a produzir “estalos” na abertura e fechamento. A causa pode ter origem em uma lesão traumática passada, ou uma carga repetitiva na articulação. A artrite da ATM irá aumentar a probabilidade de um deslocamento de disco.
O disco funciona como amortecedor, e quando ele está fora de posição, pode levar à artrite na articulação da mandíbula e adesões. Além disso, o principal nervo da articulação é conectado à parte posterior do disco, assim quando o disco é deslizado fora de posição, freqüentemente há uma compressão do nervo e os vasos sanguíneos, causando dor e inflamação ao redor da orelha e da têmpora. Quando isso ocorre os músculos da mandíbula se contraem ao redor da articulação a fim de protegê-la. Isto pode frequentemente levar a dor na região mandibular, no pescoço e dores de cabeça. Deslocamentos de disco geralmente leva a limitações na capacidade de abrir a boca ou movimenta-la de um lado ao outro. Além disso, às vezes, ocorre que a mordida se altere e a pessoa não consiga mais fechar os dentes em suas posições normais. Existem dois principais tipos de deslocamentos de disco, descritos abaixo.

Deslocamento do disco da ATM com redução (clique da mandíbula)



  
A mandíbula normalmente faz um "clique" ou um estalo, e quando isso acontece, faz com que movimentos assimétricos ocorram na abertura ou fechamento. O "clique" ocorre quando o disco desliza dentro e fora de sua posição estável à medida que a mandíbula  se movimenta durante a função.

Deslocamento do disco da ATM sem redução (maxilar travado)




Isso ocorre quando os ligamentos são alongados demais e o disco desliza muito longe da posição normal de modo que já não pode "clicar" no lugar. Em seguida, ele age como um  bloqueio ao movimento normal da articulação. Como a abertura da boca é limitada também é chamada de "mandíbula travada", apesar de normalmente uma pessoa ainda poder abrir cerca de dois dedos de amplitude.

A Fisioterapia Especializada em Disfunções Crânio-Mandibulares, tem contribuido bastatnte para a eliminação destes sintomas, bem como melhorado a qualidade de vida dos pacientes com DTM. Através de recursos eletrotermofototerapeuticos, manobras intra-orais realizadas com luvas, desprogramação da musculatura em hiperatividade e condicionamento da musculatura mastigatória e cervical, temos tratado e muito bem estes tipos de pacientes.

Dr. Antonio Viana de Carvalho Junior
Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica

Disfunções da ATM

Osteopatia e Posturoterapia

(85) 8845-9623/9955-7355
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