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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Fisioterapia nas Cefaléias Cervicogênicas

 
 
 
 
A coluna cervical é considerada como possível fonte de dor de cabeça, entretanto ainda existem algumas controvérsias a respeito da fisiopatogênese, quadro clínico e tratamento.
 
Cefaleia cervicogênica é toda cefaléia cuja origem tem como sede as estruturas do pescoço ou da parte baixa da cabeça - ossos, periósteo e músculos dos três primeiros segmentos vertebrais, articulações uncovertebral e intervertebral, disco, ligamentos, inervação: nervos, gânglios, raiz, incluindo a dura-máter da medula e fossa posterior e artéria vertebral de C1 a C3.
 
Assim como nas migrâneas (enxaquecas), nas cefaléias cervicogênicas pode haver queixas de náusea, vômito, irritabilidade, fono e fotofobia. Para o diagnóstico diferencial, avaliamos características específicas como Pontos gatilho, caracterizados por dor a dígito-pressão na região da emergência dos nervos occipitais maior e menor, onde no migranoso, a dígito-pressão, algumas vezes, pode também ser dolorosa, mas as características da dor são distintas das que ocorrem durante a crise. Na cefaléia cervicogênica, a compressão induz a dor, precipitando uma crise que pode persistir por dias ou cessar logo após a descompressão.

Outros fatores nos levam ao diagnóstico diferencial como, a precipitação de ataques com a movimentação cervical ou por postura persistente do pescoço. A dor da cefaléia cervicogênica pode se irradiar para ombros e braços; apresenta-se usualmente unilateral e não-pulsátil 
 
Como problemas na cervical podem causar dores de cabeça ?

Anatomicamente e fisiologicamente, a parte cervical superior das 3 primeiras raízes nervosas (localizado na C1, C2 e C3) compartilham um núcleo de dor (que sinaliza rotas de dor ao cérebro) com o nervo trigêmeo. Este nervo é o principal nervo sensorial que transmite mensagens de seu rosto para o cérebro. A parte superior das três raízes nervosas da coluna cervical enviam fibras em direção à cabeça que convergem para o núcleo trigeminal, que estão localizados no topo da medula espinhal.
 
 
Sinais e sintomas de dor de cabeça por origem cervicogenica

• Ser agravada por movimentos do pescoço ou posturas
• Pressão sobre o pescoço em sua parte superior
• Inicia na base da cabeça, onde o crânio se encontra com pescoço e se espalha para cima e ao redor da cabeça
• Sensibilidade crítica à luz (fotofobia).
• Sensibilidade ao som (fonofobia).
• Náuseas ou vômitos.
• Cabeça latejando.
• Variação de níveis de dor, sendo mais ou menos intensos, ocorrendo todos os dias.
• Dor de cabeça pode ser agravada ou iniciada pelos movimentos da cabeça ou do pescoço.
• Acentuada sensibilidade na região suboccipital.
• Em peso ou pressão ou aperto, muitas vezes simulando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça;
• Habitualmente localizadas na fronte e/ou na nuca e topo da cabeça;
• De intensidade leve a moderada ou moderada, não impedindo as atividades rotineiras diárias;

Existem diversas intervenções terapêuticas para essa condição patológica, dentre elas a fisioterapia destaca-se como uma importante abordagem no controle sintomatológico. 
 
Embora a terapia manipulativa seja o tratamento de escolha da maior parte dos fisioterapeutas, os ensaios clínicos que descrevem a sua efetividade são escassos na literatura. O fato do envolvimento de diferentes regiões e tecidos relacionados a este conjunto de disfunções, deve estimular a abordagem do fisioterapeuta com técnicas manuais para os componentes articulares e miofasciais, tanto locais quanto adjacentes
 
 
 
DR. ANTONIO VIANA DE CARVALHO JÚNIOR (FISIOTERAPEUTA)
Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Osteopatia e Quiropraxia
Terapia Neural e Dry Needling
Tratamento de Disfunções da ATM e Algias da Coluna Vertebral

Rua Solon Pinheiro 1539, Bairro de Fátima
(85) 98845-9623 / 99955-7355
 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Stress, ansiedade podem levar a disfunção temporomandibular

Quando existe a disfunção, o paciente apresenta sintomas, como dor de cabeça, dor de ouvido e/ou zumbidos, dor ou cansaço dos músculos da mastigação, ruídos articulares (estalos ou crepitação) e dificuldade para abrir a boca.

Os pacientes costumam relatar dor de cabeça, algumas vezes com irradiação para a face, fadiga e sensibilidade na musculatura facial relacionada à mastigação e dor de ouvido.

Diversos distúrbios psicológicos, principalmente o estresse, ansiedade e depressão, podem estar associados com a disfunção temporomandibular (DTM), agindo como importantes colaboradores para a instalação e manutenção desta disfunção. Estados e/ou traços emocionais aliados a fatores estressores de vida podem levar a hábitos disfuncionais orais e conseqüentemente à hiperatividade da musculatura mastigatória, constituindo fatores desencadeantes de dor orofacial.

Da mesma forma, reações emocionais podem favorecer a ocorrência de problemas físicos, ou seja, todo esta do físico seja de bem estar ou de padecimento, tem componentes emocionais e a maioria dos pacientes portadores de DTM tem, em algum grau, reações de adaptações inadequad as ao estresse e são estas reações que desempenham um papel importante no gerar do transtorno temporomandibular.
Aspectos psicológicos e comportamentais são forteme nte associados a DTM não apenas como componente iniciador mas também predisponente e perpetuante.

Muitos projetos de pesquisa têm sido desenvolvidos para investigar o efeito do estresse e da ansiedade e suas correlações com as parafunções do sistema mastigatório. Embora não haja condições definitivas que possam estabelecer esses mecanismos, as correlações são aceitas e os profissionais devem estar atentos às características psicológicas do paciente e selecionar apropriadamente a abordagem indicada em casos específicos.

Ansiedade, tensão, emoções negativas e frustrações causam aumento da hiperatividade muscular, redução da taxa de secreção salivar durante o sono e vigília e, consequentemente, aumento de episódios de rangido dentário durante o sono.


  Bruxismo tem maior prevalência em adultos que vivem sob tensão emocional, são hiperativos, agressivos ou apresentam personalidade compulsiva.



Verificou-se que alguns indivíduos com tensão emocional continuam a ranger os dentes mesmo com uma oclusão completamente equilibrada, reforçando a teoria comportamental.



Entre as doenças das últimas décadas, está a disfunção nas articulações temporomandibulares (DTM). Uma das suas características é a ligação ao agitado modo de vida moderno — ansiedade, estresse e tensão estão diretamente relacionados a ela e podem ser o estopim para grande incômodos, como dores, estalos na mandíbula e, em casos extremos, impossibilidade de abrir ou fechar a boca.

O tratamento é multidisciplinar. Hoje  já sabemos que o tratamento se bem conduzido por especialista da área de ATM, sejam eles dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos, os resultados são surpreendentes.


Dr. Antonio Viana de Carvalho Junior (Fisioterapeuta)
Disfunçoes da ATM e Dor Orofacial
Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas
Osteopatia e Quiropraxia
Terapia Neural

(85) 8845-9623 9955-7355

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dry Needling - para dores miofasciais


A dor crônica se caracteriza por uma dor persistente que permanece após um período de tempo maior que 3 meses. Essa dor é multifatorial, ou seja, compromete diversos aspectos da vida: físicos relacionados diretamente a dor, aspectos emocionais, sociais, psicológicos e espirituais impactando na qualidade de vida dos pacientes que convivem com a dor crônica.

Uma nova técnica de fisioterapia manipulativa conhecida como "dry needling" está trazendo alívio para quem sofre de dores musculares.

  É usado por muitos fisioterapeutas como um método eficaz para o tratamento de dores musculares e tensão muscular. O procedimento é realizado com a utilização de agulhas muito finas, como as utilizadas pela acupuntura. 

Inicialmente o Dry Needling foi utilizado unicamente no tratamento de  Trigger Points, no entanto considerando os mais recentes estudos se observa-se que existem resultados consistentes no controle da dor musculoesquelética, não somente miofascial. Além disso o Dry Needling pode ser utilizado associado a eletroterapia podendo alcançar níveis ainda mais efetivos de analgesia para disfunções musculoesqueléticas.

Dry Needling miofascial, se caracteriza na inserção de uma agulha no filamento do músculo na região de um "Trigger Point '. O objetivo do Dry Needling é conseguir uma resposta de contração local para liberar a tensão e dores musculares. Dry Needling é um tratamento eficaz para a dor crônica de origem neuropática com muito poucos efeitos colaterais. Esta técnica é inigualável em encontrar e eliminar a disfunção neuromuscular que leva à dor e déficits funcionais.


 

A agulha utilizada é muito fina e a maioria dos indivíduos nem sequer a sentem penetrar na pele. Em um músculo saudável, sente-se pouco desconforto com a inserção da agulha. No entanto, se o músculo é sensível e encurtado ou há Trigger Points ativos dentro dele, o indivíduo vai sentir uma sensação como uma cãibra muscular - "a resposta de contração”.

O Dry Needling pode ser superficial ou profundo tendo aplicação a uma variada lista de disfunções musculoesqueléticas, com aplicação sobre tecido muscular, conjuntivo em neuralgias e controle da dor articular, podendo ser empregado no tratamento de diversos distúrbios musculares locais, como torcicolos, “trigger points”, síndrome miofascial, cefaléia tensional, cervicalgias, dorsalgias, lombalgias, ciatalgias.



EM FORTALEZA:

DR. ANTONIO VIANA C. JUNIOR (FISIOTERAPEUTA)

Rua Solon Pinheiro 1539, Bairro de Fátima
(85) 8845-9623 / 9955-7355

jrfisio@bol.com.br / vianajunior@antonioviana.com.br

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fisioterapia no tratamento da cefaleia do tipo tensional


 
Dentre as cefaleias primárias, a cefaleia tensional de forma episódica é considerada o tipo mais frequente. Entre outros fatores, os psicopatológicos são os predominantes no desenvolvimento desse tipo de cefaleia.
As cefaleias cervicais podem ocorrer devido à alterações nas vértebras cervicais altas, com manisfestações dolorosas principalmente na região occipital (base do crânio) dependendo da localização da vértebra afetada. 
Para entender melhor a relação entre as alterações no posicionamento cervical e as dores na cabeça e na face é preciso primeiramente saber que este tipo de cefaleia é uma forma de dor referida oriunda dos três primeiros segmentos da coluna cervical, onde está localizado o núcleo trigeminal da medula espinhal.
A cefaleia tensional episódica, caracteriza-se por durar entre 30 minutos e 7 dias e apresentar um ou menos episódio de dor de cabeça por mês. Sua dor é descrita como uma pressão bilateral e não se agrava ao realizar esforços ou atividades diárias. Diferentemente da enxaqueca, as cefaleias não são acompanhadas de náusea e vômitos
Elaborado o diagnóstico correto, muitas da cefaléias primárias podem ser abordadas com sucesso pelas técnicas da osteopatia e da quiropraxia, onde através de técnicas direcionadas para a normalização dos micromovimentos dos ossos do crânio e da coluna cervical, será possível influenciar positivamente a vascularização e a drenagem venosa intracraniana, bem como os impulsos neurológicos provenientes da coluna cervical.barriga
 
É necessário considerar traços característicos de uma dor de origem cervical :
 
- Começo repentino logo após um movimento brusco do pescoço;
-Dor unilateral occipital ou suboccipital;
-Dor que aparece com movimentos do pescoço;
-Postura anormal de cabeça e pescoço;
-Limitação dolorosa da cervical superior;
-Mobilidade anormal na união crânio vertebral.




Em relação ao tratamento fisioterapêutico, técnicas de terapia manual baseadas em mobilização articular e desativação de pontos gatilho de dor miofascial, tem alto índice de evidência para tratamento de desordens crânio-cervicais, devendo ser utilizadas como terapia inicial para controle dos sintomas que uma vez controlados, evolui-se o tratamento para a terapia postural objetivando posicionar da melhor forma possível a cabeça sobre a coluna cervical, a fim de aliviar estresses desnecessários sobre os tecidos de sustentação, melhorando a estabilidade cervical.



DR. ANTONIO VIANA DE CARVALHO JÚNIOR (FISIOTERAPEUTA)
Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Osteopatia e Quiropraxia
Terapia Neural e Dry Needling
Tratamento de Disfunções da ATM e Algias da Coluna Vertebral

Rua Solon Pinheiro 1539, Bairro de Fátima
(85) 8845-9623 / 9955-7355

domingo, 2 de novembro de 2014

Fisioterapia e Dor Orofacial

Fisioterapia e Dor Orofacial

Anatomicamente podemos seguir a seguinte divisão relacionadas a Dor Orofacial

REGIÃO CRÂNIO-CERVICAL - todas as estruturas anatômicas que se encontram entre occipital e C3 (músculos cervicais, articulações, ligamentos)
REGIÃO CRÂNIO-FACIAL- todas as estruturas anatômicas e funcionais do crânio, exceto para a ATM (vasos, olhos, ossos crânio)
REGIÃO CRÂNIO-MANDIBULAR - todas as estruturas que estão anatomicamente e funcionalmente ligados à ATM (disco, zona bilaminar, etc)
O papel do tratamento Fisioterapêutico que aborda as regiões facial, mandibular, intra-oral, cefálica, cervical e dorsal, além da cintura escapular. Em linhas gerais, a Fisioterapia pode tratar as patologias articulares, dores e disfunções musculares, alterações funcionais, posturais, neurológicas e circulatórias que afetam estas regiões, além de melhorar as condições do tecido cicatricial.
Restabelece as funções dos sistemas craniovertebral e craniomandibular
Entre causas de Dor orofacial, temos entre as principal senão a principal a DTMs, causadas por: dor miofascial,  deslocamentos do disco articular da atm e alterações degenerativas da ATM.

Os objetivos do tratamento fisioterapêutico para dor miofascial são: a identificação dos trigger points, sua inativação, e o retorno à função normal sem dor.
Os casos de deslocamento de disco, mesmo aqueles em que o paciente só se queixa de estalido, sem travamento ou dor, devem ser acompanhados.
O paciente deve ser instruído sobre possíveis complicações futuras e orientado a diminuir a sobrecarga na região de ATM.

As alterações degenerativas da ATM podem apresentar-se com ou sem dor. A preocupação é melhorar a condição articular, diminuindo a pressão intra-articular e permitindo o retorno à função mandibular normal.
O tratamento da dor orofacial começa com um conhecimento minucioso da queixa de dor do paciente. Somente com esta condição pode ser feito um diagnóstico correto e selecionar o tratamento. Deve ser realizada uma anamnese completa, exames complementares e exames radiográficos apropriados, testes de diagnóstico diferencial. O paciente deve descrever detalhadamente os sintomas e é realizada palpação da face e mandíbula (articulação e músculos da mastigação) para definir os locais de dor ou hipersensibilidade, ausculta dos ruídos articulares e observar a limitação ou travamento do movimento de abertura e fechamento da boca.

Diagnóstico diferencial
 
·        Desordens de dor intracranianas: as desordens das estruturas intracranianas, por exemplo, neoplasmas, aneurismas, abscessos, hemorragias ou hematomas e edemas, devem ser consideradas em primeiro lugar no diagnóstico diferencial, pois põem a vida em risco e podem requisitar atenção imediata. As características das desordens intracranianas graves incluem nova ou abrupta instalação da dor ou dor progressivamente mais severa, interrupção do sono pela dor, e precipitação da dor por esforço ou mudança de posição (tossir, espirrar). Outros sintomas são perda de peso, fraqueza e febre com dor.
·        Transtornos de cefaléia primaria (transtornos neurovasculares): enxaqueca, variantes da enxaqueca, cefaléias em salvas, hemicrânia paroxística, cefaléia tipo tensão.
·        Desordens de dor neurogênica : são condições dolorosas que têm origem em estruturas neurogênicas, como nevralgias do trigêmeo, glossofaríngeo, nervo intermédio. Como as estruturas somáticas não estão afetadas, o exame falha em revelar qualquer causa obvia ou condição patológica, isto pode impor dificuldades no diagnostico. A dor geralmente é descrita como uma dor persistente, progressiva e com sensação de queimação. Os pacientes com freqüência relatam sensações anormais (disestesia) que são exacerbadas pelo movimento ou toque.
·        Desordens de dor intra- oral: a dor intra- oral é a fonte mais comum de dor orofacial, estas incluem desordens de polpa dentaria, periodonto, tecidos mucogengivais e língua. Muitas destas desordens só são tratadas pelo cirurgião-  dentista.
·        Desordens temporomandibulares: desordens temporomandibulares (DTM) é um termo coletivo que inclui vários problemas clínicos envolvendo os músculos da mastigação ou ATM. As desordens temporomandibulares foram identificadas como a principal causa de dor não- dental e são consideradas como uma classificação das desordens musculoesqueleticas.
·        Desordens de dor de estruturas associadas que podem produzir dor orofacial: varias estruturas como orelhas, olhos, nariz, seios paranasais, garganta, linfonodos, glândulas salivares e pescoço podem ser responsáveis pela dor orofacial. Muitas destas estruturas produzem dores heterotópicas manifestadas nas estruturas orofaciais, podendo ser confundidas com dor de dente ou DTM.
·        Fatores psicossocias: há muitos fatores psicossocias que contribuem para a experiência de dor do paciente. Fatores de stress podem aumentar a tensão, insegurança e disforia, causando por sua vez o aumento das atividades do sistema mastigatório através de comportamentos parafuncionais não usuais. A depressão, ansiedade e sentimentos negativos prolongados são comuns entre pacientes com dor crônica e podem tornar a dor persistente mais difícil de tolerar ou de tratar. Deve ser enfatizado que os transtornos mentais e orofaciais não são condições mutuamente exclusivas. Indivíduos com distúrbios psiquiátricos podem ter desordens orofaciais dolorosas verdadeiras, e inversamente, a falta de achados orgânicos claros em pacientes com sintomas persistentes de dor orofacial é insuficiente para sugerir origem psicogênica para essas queixas.
O tratamento da dor orofacial começa com um conhecimento minucioso da queixa de dor do paciente. Somente com esta condição pode ser feito um diagnóstico correto para selecionar o tratamento.

O tratamento visa reestabelecer a estrutura afetada quando detectada, uso de medicamentos analgésicos específicos para os diferentes tipos de dores, terapias comportamentais, fisioterapia, cirurgias e, atualmente, alguns procedimentos minimamente invasivos que bloqueiam a condução do estímulo doloroso.
O Tratamento fisioterapêutico tem como objetivo:

. Minimizar a sintomatologia dolorosa;
. Restaurar a função muscular;
. Melhorar a amplitude de movimento;
. Redução de tensões musculares exacerbadas e pontos gatilhos;
. Melhorar a postura, sobretudo de cabeça e coluna cervical;
. Reduzir a carga na articulação temporomandibular, evitando a necessidade de cirurgias articulares

Técnicas utilizadas:

• Exame da ATM e Postura Coporal

• Relaxamento Muscular Endobucal (Masséter, Pterigóideos Medial e Lateral, Temporal);

• Relaxamento Muscular cervico-cranio-mandibulares (Trapézio, Escalenos, Esternocleidomastoideo, Infra-hioideos, Supra-hioideos entre outros)

• Liberação articular da cervical alta e baixa com mobilizações

• Liberação articular da ATM com mobilizações
Manobras Intra-orais Drenagem Linfatica Facial
Inibição Muscular Reflexa
Osteopatia, Mulligan
Terapia Neural
Dry Needling




Dr. Antonio Viana C Junior (Fisioterapeuta)
Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopedica
Osteopatia, Quiropraxia
Tratamento de Disfuncoes da ATM e Pos-Operatorio de Cirurgias Ortognaticas

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DTMs debatidas no I Congresso de Fisioterapia do Delta do Parnaíba – I COFIDEP

O I Congresso de Fisioterapia do Delta do Parnaíba – I COFIDEP


O I Congresso de Fisioterapia do Delta do Parnaíba – I COFIDEP vem com uma inovadora e ousada proposta que objetiva mobilizar a classe de fisioterapia no intuito de estimular a produção de pesquisas científicas e abordar temas atuais e importantes da Fisioterapia. Além de palestras de renomados fisioterapeutas, o congresso contará com apresentação de trabalhos na forma de tema livre oral, apresentação em pôster, minicursos e mesas-redondas que enriqueceram muito o nosso evento.
O encontro tem como objetivo principal promover a troca de conhecimentos, atualizar sobre as novas tendências e perspectivas profissionaisalém de estimular a produção científica, através da promoção de atividades que proporcionem o enriquecimento curricular do acadêmicoAo fim do encontro é esperado a atualização, evoluções em condutas e recursos fisioterapêuticos de todos os envolvidos, incluindo participantes, organizadores e convidados.

Mobilização Precoce

Maria Ayrtes Ximenes Ponte Colaço | Fortaleza - CE

Mapeamento Cerebral e Funcional

Victor Hugo do Vale Bastos - Parnaíba - PI

ABORDAGEM DE HIDROTERAPIA NO PACIENTE COM TCE

Any Carolina C. Guimarães

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA NA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA: DA EMERGÊNCIA A UTI

Ingrid Correia Nogueira | Fortaleza - CE

Reabilitação Ninfocinética no Paciente Oncológico

Vanessa Elenia de Brito Masullo | Teresina - PI

Ventilação Mecânica e Estresse Oxidativo

João Batista Raposo Mazullo Filho | Teresina - PI

ABORDAGEM DE HIDROTERAPIA NO PACIENTE COM TCE

Rodrigo Amorim Oliveira Nunes | Teresina - PI

Pilates

Adriana Silva de Barros | Fortaleza - CE

Podoposturologia e Palmilhas Posturais

André Alcântara Parente | Fortaleza - CE

- Terapia Manipulativa
- Disfunções Temporomandibulares: Da Cirurgia a Reabilitação

Antônio Viana de Carvalho Junior | Fortaleza - CE

- Disfunções Temporomandibulares: Da Cirurgia a Reabilitação

Darklilson Pereira Santos | Parnaíba - PI

- Abordagem Fisioterapeutica no Paciente Neonatal

Natália Mendes de Sousa Caldas

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Associação entre Sono e Dor Orofacial

Um tema muito prevalente na literatura atual refere-se a associação entre sono e dor. Muito se tem falado, mas muitas dúvidas ainda permanecem. Por exemplo, a relação de causalidade é bidirecional? E quais os mecanismos envolvidos entre estes dois fenômenos? É de suma importância que o profissional envolvido no tratamento da Dor Orofacial compreenda o impacto do sono sobre a dor e vice-versa.
A relevância desta interação fica evidente quando deparamos com índices que revelam que dor crônica afeta aproximadamente um quinto da população adulta e que, aproximadamente dois terços dos pacientes com dor crônica relatam sono ruim e fadiga como queixa secundária. As queixas subjetivas do sono mais frequentes em pacientes com dor crônica são insônia (dificuldade de iniciar o sono ou permanecer adormecido ou acordar muito cedo), sono não reparador e sonolência diurna excessiva ou fadiga. Já as anormalidades do sono mais comuns nos pacientes com dor crônica avaliadas por exames objetivos e quantitativos (Polissonografia/Actigrafia) incluem fragmentação do sono, eficiência de sono diminuída e redução de ondas lentas do sono, sendo algumas destas anormalidades específicas para certas condições de dor. Um relativo número de pacientes com dor crônica apresenta distúrbios do sono como Insônia, Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), Síndrome das Pernas Inquietas ou Movimento Periódicos de Pernas.
Os distúrbios do sono são comorbidades muito comuns também em pacientes com Dor Orofacial. A insônia foi o distúrbio do sono mais comumente diagnosticado (36%) em estudo polissonográfico de 53 pacientes com Disfunção Temporomandibular (DTM) do tipo Dor Miofascial; 28% dos indivíduos foram diagnosticados com SAOS e 17% com Bruxismo do sono. Ainda, 6% dos participantes apresentaram Insônia devido a DTM. A associação entre SAOS e DTM também é significativa na literatura. Em estudo de coorte prospectivo, com adultos livres do DTM inicialmente, sinais e sintomas de SAOS foram associados com o aumento da incidência da primeira ocorrência de DTM. Homens e mulheres com dois ou mais sinais/sintomas da SAOS tiveram 73% maior incidência de DTM. Um estudo caso-controle revelou que 4% dos participantes tinham risco para os sintomas da SAOS, e estes tiveram 3,6 vezes mais chances para ter ou desenvolver concomitante DTM crônica.
Os resultados dos estudos sobre a relação de causalidade, ressaltam a complexidade do relacionamento dor-sono, que varia de acordo com as características da amostra (aguda/ crônica; adultos/ adolescentes), a presença ou tipos de dor (DTM, artrites, cefaleias e outras), e o método de avaliação (subjetivo/objetivo). Entretanto, vários estudos que empregaram medidas objetivas e subjetivas de dor e sono fundamentaram a noção de que deficiência do sono é um preditor mais significativo de dor do que o contrário. Apenas dois estudos relataram bidirecionalidade equivalente; entretanto foram limitados pela sua dependência de instrumentos básicos de auto-relato para avaliação do sono e dor. Estudos longitudinais demonstraram que os sintomas de insônia aumentaram o risco de desenvolver distúrbios de dor crônica em indivíduos saudáveis. Ao contrário, dor pré existente não foi um preditor significativo de incidência de insônia.
Com relação especificamente as associações do Sono com as Dores Orofaciais notou-se que a condição mais abordada é DTM, e constatou-se que a insônia e distúrbios respiratórios são comorbidades comuns.
Quanto aos mecanismos envolvidos, sabe-se que as consequências da privação de sono estão sob controle dos sistemas de neurotransmissores dopamina, noradrenalina e serotonina. Principalmente as disfunções de neurotransmissão dopaminérgica tônica versus fásica aumentam a vulnerabilidade para desenvolver e/ou manter as comorbidades sono e dor crônica . Ainda, estudos indicam que catecol-o-metiltransferase (COMT) é um gene modulador da dor e diferenças alélicas foram relatadas em fibromialgia, osteoartrite, enxaqueca e cefaléia do tipo tensional, de tal forma que o genótipo de baixo metabolismo dopaminérgico tende a ser mais frequente nos casos do que nos controles. O aumento dos índices pró-inflamatórios através da ativação de respostas semelhantes à lesão aguda quando da privação do sono também está comprovado. Ainda, Substancias Regulatórias do Sono, (SRS) citocinas, incluindo interleucina 1 (IL-1), fator de necrose tumoral (TNF) e outras substancias que participam da regulação do sono (NREM) por sua vez agem sobre os neurônios para alterar suas propriedades intrínsecas de membrana e sensibilidades de neurotransmissores e neuromoduladores.
Sem dúvida, estes resultados têm potenciais implicações clínicas para avaliação e gestão da dor em pacientes que apresentam as comorbidades Dor Orofacial e Distúrbios do Sono. Neste sentido, o tratamento da Dor Orofacial deverá abranger padrões de sono. A inclusão de intervenções orientadas especialmente para os sintomas de insônia (distúrbio mais prevalente na dor crônica) poderá resultar em decréscimos aditivos, além das abordagens tradicionais de gerenciamento de dor. Abordagens simples com foco na educação do paciente, na higiene do sono e medicamentos para melhorar o sono e reduzir a dor serão muito benéficos. Quando, durante a anamnese inicial, um paciente com Dor Orofacial apresentar características de Insônia Crônica ou SAOS, é preciso encaminhá-lo para o especialista em Medicina do Sono. Melhorar a continuidade do sono pode melhorar a eficácia de tratamentos para DTM e outros distúrbios de dor e, eventualmente, ter benefícios preventivos.

Fonte:
Cláudia Aparecida de Oliveira Machado
Aluna do Curso de Especialização Dor Orofacial e DTM - IEO Bauru