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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Manifestações otológicas nos distúrbios da articulação temporomandibular

Os distúrbios da articulação temporomandibular (DTM) são causas importantes de morbidade na população em geral, tornando-se mais importantes quando ocasionam sintomas otológicos.
Foram consultados trabalhos publicados na área de estudo com a pretensão de demonstrar a relação entre estas disfunções articulares, hábitos parafuncionais associados a sintomas otológicos.
Por mais que não seja totalmente conhecida a exata correlação entre os DTM e a sintomatologia otológica, encontram-se com grande freqüência sintomas como otalgia (na maioria dos estudos), tinitus, plenitude auricular, vertigem e tontura em pacientes portadores destas alterações articulares.
Prevalece nos indivíduos do sexo feminino e na quarta década de vida. Mesmo com esta correlação, o mecanismo etiológico é de difícil avaliação e intervenção. É de fundamental importância um acompanhamento multiprofissional, bem como um maior número de estudos, para determinar e reconhecer os mecanismos envolvidos na relação entre articulação temporomandibular e sintomas otológicos.
A articulação temporomandibular (ATM), sua relação anatômica e disfunção tem sido tema controverso dentro do campo da medicina, principalmente quando as repercussões destas alterações são causas de sintomas otológicos. As desordens temporomandibulares (DTM) são definidas como um termo coletivo envolvendo problemas clínicos, articulação temporomandibular e estruturas associadas, ou ambos. Disfunção significa ausência ou anormalidade das funções de um sistema. Existem alguns fatores podem levar alguém a ter disfunção da articulação temporomandibular, dentre eles: a oclusão, a falta de dentes, restauração ou prótese mal adaptada, mastigação unilateral, hábitos bucais anormais, má postura, tensão emocional entre outros. Portanto, para conseguir realizar um diagnóstico efetivo, deve se conhecer a história do paciente minuciosamente, avaliando condições psicológicas; níveis de resistência à tensão emocional; existência, freqüência e intensidade de bruxismo; dores e sensações em órgãos adjacentes a ATM (ouvido, olhos,...) e respiração
Anatomicamente a região da ATM está muito próxima ao meato acústico externo, bem como, a inter-relação de suas artérias, veias e nervos. Assim, quando bem posicionada dentro da fossa mandibular, a ATM tem ótima relação com o ouvido.
Porém, se receber qualquer força oclusal ou alteração fisiológica e sofrer um deslocamento poderá prejudicar as estruturas anatômicas adjacentes, provocando diversas conseqüências ao indivíduo
Conforme relatam JACOB et al, existem autores que relacionam à perda de dentes superiores com o deslocamento do côndilo mandibular em direção a parte posterior do tímpano, provocando sua reabsorção, dessa forma, provocaria compressão da tuba auditiva, pressão no nervo corda do tímpano e/ou pressão no nervo aurículo-temporal, que justificariam os sintomas auditivos. Porém, este mesmo estudo mostra que outros autores discordam, pois dizem não ser possível o pressionamento do nervo aurículo-temporal pelo côndilo nestas condições anatômicas
Sinais e Sintomas Otológicos:
Os sintomas mais descritos foram: dor intra-articular, espasmo muscular, dor intra-articular combinada com espasmos musculares, dor reflexa, dor na abertura e fechamento da mandíbula, dor irradiada na área de temporal, masseterina ou infraorbital; crepitação; dor ou zumbido no ouvido; dor irradiada no pescoço; dor de cabeça crônica; sensação de tamponamento do ouvido; xerostomia dentre outros
Verificam-se também correlações significantes entre o grau de sintomas otológicos e o grau de sinais/sintomas orofaciais da DTM. Indivíduos com dores mais graves ou intensas na musculatura e ATM são mais propensos à otalgia e ao zumbido. Também a dor cervical correlacionase positivamente com os sintomas otológicos. A exata relação entre DTM e sintomas otológicos ainda não é conhecida. A questão tem sido explicada com base na relação embriológica, anatômica e funcional da região que compreende as ATMs, a musculatura inervada pelo trigêmeo e as estruturas da orelha média. Dentre outras coisas, tem sido sugerido que as alterações musculares em pacientes com DTM, como o espasmo do músculo pterigóideo lateral, levam a hipertonia do músculo tensor do tímpano, causando alterações no ciclo de abertura da tuba auditiva e conseqüente à redução na ventilação da orelha média. No entanto, alguns autores contestam esta hipótese. Interferências na região da fissura petrotimpânica, por onde passam o nervo corda do tímpano, a artéria timpânica e o ligamento disco-maleolar, poderiam também causar sintomas otológicos
Em certos casos, considera-se que uma configuração plana da eminência articular levaria ao deslizamento do côndilo da mandíbula contra o ligamento esfenomandibular, desencadeando a disfunção do sistema neuromuscular e provocando alterações no reflexo protetor durante a deglutição, o que inibiria a abertura da tuba auditiva e reduziria a ventilação na orelha média. Os sintomas otológicos são associados de forma significante com dificuldades nos movimentos mandibulares e nas funções estomatognáticas. A otalgia apresenta associação com a percepção de dificuldade para falar, abrir e fechar a boca. A plenitude auricular foi associada com a dificuldade para falar.
A significância entre otalgia e dor muscular em todos os músculos palpados, à exceção do músculo trapézio e temporal médio, corrobora a afirmação de que a dor referida na orelha poderia provir de qualquer estrutura entre a cabeça e o pescoço, que participa das conexões nervosas entre osso temporal e região periauricular. Isto habilita qualquer músculo que tenha inserção nas proximidades do ouvido, e que apresente alterações no tônus, a causar dor. Portanto, o espasmo doloroso dos músculos da face poderá prover esse sintoma. A tontura apresenta significância para dor em esternocleidomastóideo, masseter e pterigóideo medial. Este sintoma, relatado na DTM, poderia ser justificado pela alteração de contratilidade nos músculos antigravitários, dos quais o esternocleidomastóideo e o masseter fazem parte, uma vez que, quando as aferëncias dos órgãos labirínticos, da visão e da propriocepção dos músculos, enviam mensagens discordantes ao sistema nervoso central, cerebelo, formação reticular e córtex cerebral, desenvolve-se a sensação de tontura
Hipoacusia e sons articulares: Os sons articulares são achados comuns mesmo numa população assintomática. Assim, a presença de ruídos articulares não necessariamente indica presença de patologias articulares ou disfunção
A ausência de anormalidade nas audiometrias comprova que eles não apresentam perda auditiva relacionada à desordem temporomandibular.
O diagnóstico e o tratamento da disfunção da ATM são muito controversos, bem como a relação destes com os sintomas otológicos. Acredita-se na importância do trabalho multidisciplinar (médicos otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos) nos pacientes onde há complexidade de patologia para melhor condução terapêutica dos pacientes com essas afecções.


Manifestações otológicas nos distúrbios da articulação temporomandibular
Ruysdael Zocoli1, Eduardo Moeller Mota2, Alessando Sommavilla2, Ricardo Luiz Perin2

Referências Bibliográficas:
1. MARCHESAN, IQ. Motricidade Oral: visão clínica do trabalho fonoaudiológico integrado com outras
especialidades. 2. ed. São Paulo: Pancast, 1999.
2. MEIRA, Gisele SP. DTM x Problemas Otológicos.AONP Online - Revista nº 07, outubro/novembro
2001. www.aonp.org.br/fso/revista7/rev712a.htm - acesso em 26/04/06
3. FELICIO, C. M, et al. Desordem temporomandibular: relações entre sintomas otológicos e orofaciais.
Revista brasileira de otorrinolaringologia. V.70, n.6, 786-93, nov/dez 2004.
4. PEREIRA, K. N. F. et al. Sinais e sintomas de pacientes com disfunção temporomandibular.Revista CEFAC, São Paulo, v.7, n.2, 221-228, abr/jun, 2005.
5. MANFREDI, A. P. S., DA SILVA, A A, VENDITE, L. L. Avaliação da sensibilidade do questionário de
triagem para dor orofacial e desordens temporomandibulares recomendado pela Academia Americana de Dor Orofacial. Revista brasileira de otorrinolaringologia. V.67, n.6, 763-8, nov/dez 2001.
6. PASCOAL, M. I. N. et al. Prevalência dos sintomas otológicos na desordem temporomandibular: estudo
de 126 casos. Revista brasileira de otorrinolaringologia. V.65, n .5, p627-33, set/out 2001.
7. CONTI, P. C. R., MIRANDA, J. E. S., ORNELAS, F. Ruídos articulares e sinais de disfunção
temporomandibular: um estudo comparativo por meio de palpação manual e vibratografia computadorizada da ATM. Pesqui Odontol Bras, v14, n.4, p.367-71, out/dez 2000.
8. CONTI, A., et al. Relationship between signs and sumptoms of temporomandibular disorders and
orthodontic treatment: a cross-sectional study. Angle orthodontist. Vol 73, n4, p 411-17, 2003.
9. D’ANTONIO, W. E. P. A., et al. Distúrbio temporomandibular como causa de otalgia: um estudo clínico. Revista brasileira de otorrinolaringologia. V.66 n.1, p46-50, jan/fev 2000.
10. GUTIÉRREZ, J. X. D. Et al. Sinais e sintomas auditivos nas alterações biomecânicas da articulação
temporomandibular. Arquivos fundação otorrinolaringologia. Vol 5, n.2. p71-76, jun 2001.
11. FELICIO, C. M., et al. Alterações auditivas relacionadas ao zumbido nos distúrbios otológicos
e da articulação temporomandibular. Revista brasileira de otorrinolaringologia. V.65, n.2, 141- 46, mar/abr 1999.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cervicalgias - Saiba Mais

A coluna vertebral é uma série de ossos individuais, chamados vértebras que, ao serem articulados, constituem o eixo central esquelético do corpo. A coluna cervical é composta por 7 vertebras e entre cada uma delas um disco intervertebral. sendo a primeira vertebra cervical chamada de Atlas, e a segunda de Áxis, pois ambas apresentas características peculiares em relação as outras vertebras cervicais.
Segundo Bienfait (2000), a coluna cervical tem anatomia e fisiologia diferentes da lombar e dorsal. Funcionalmente apresenta necessidades especiais que determinam anatomia e fisiologia. A posição da cabeça coordena todo o nosso equilíbrio.

Dentre as principais funções estáticas pode-se destacar a manutenção vertical e a horizontalidade do olhar. A manutenção da verticalidade da cabeça é controlada pelo sistema labiriíntico-vestibular e o circuito reflexo óculo-cefalo-podálico.

A fisiologia cervical tem, assim, 2 funções: equilibrar a cabeça para proteger sua verticalidade e realizar movimentos com a cabeça para dirigir a visão. A coluna cervical adapta-se à verticalidade e aos movimentos da cabeça em um sistema descendente e todos os movimentos da cervical originam ou acompanham movimentos do tronco. Isto tudo faz com que a cervical seja o compartimento mais móvel da coluna vertebral.
A coluna cervical superior é constituída por 2 sistemas articulares: a articulação occipito-atloidiana (C0-C1) e a articulação atlas-áxis (C1-C2). Cada articulação tem um movimento principal: flexão e extensão para a articulação superior e rotação para a articulação inferior

Esta grande amplitude de movimento da coluna cervical, se adequa às exigências funcionais do cotidiano, e em função de uso intenso, via de regra, este compartimento apresenta fortes dores inclusive com irradiação para MMSS e cabeça

As cervicalgias são comuns em diversas faixas etárias de ambos os sexos, possuindo elevada predominância nas síndromes dolorosas corporais, sendo a segunda maior causa de dor na coluna vertebral, perdendo apenas para a dor lombar. A cervicalgia acomete um número considerável de indivíduos, com média de 12% a 34% da população adulta em alguma fase da vida, com maior incidência no sexo feminino, trazendo prejuízos nas suas atividades de vida diária.

A cervicalgia (dor cervical) costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Raramente tem início abrupto, geralmente associam-se com posições viciosas, movimentos exacerbados, longos períodos em posições de tensionamento ou estiramento muscular e até mesmo alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular).


A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical
O quadro clínico compõem-se da região cervical dolorida, limitação dos movimentos, cervicobraquialgia e diminuição da força dos membros superiores


Sinais e sintomas das radiculopatias cervicais
Disco Raiz Sinais e sintomas
C2 -C3 C3 Dor: região cervical posterior, mastóide
Alt. sensoriais: região cervical posterior, mastóide
Déficit motor: nenhum detectável pela ENMG
Alt. reflexos: nenhum
C3 - C4 C4 Dor: região cervical posterior, elevador escápula
Alt. sensoriais: cervical posterior, elevador escápula
Déficit motor: nenhum detectável pela ENMG
Alt. reflexos: nenhum
C4 - C5 C5 Dor: pescoço, ombro, face anterior do braço
Alt. sensoriais: área do deltóide
Déficit motor: deltóide, bíceps
Alt. reflexos: bicipital
C5 - C6 C6 Dor: pescoço, ombro, escápula (medial), braço (lateral) antebraço
Alt. sensoriais: polegar e indicador
Déficit motor: bíceps
Alt. reflexos: bicipital
C6 - C7 C7 Dor: pescoço, ombro, escápula (medial), braço (lateral)face dorsal anterior
Alt. sensoriais: indicador, III e IV dedos
Déficit motor: tríceps
Alt. reflexos: tricipital
C7 - T1 C8 Dor: pescoço, escápula (medial), braço (medial) antebraço
Alt. sensoriais: IV e V dedos
Déficit motor: musculatura intrínseca da mão
Alt. reflexos: nenhum

DIAGNÓSTICO

 O diagnóstico depende da história antecedentes pessoais e familiares, exame clínico, e a seguir segundo o raciocínio médico, são solicitados exames subsidiários.

EXAMES COMPLEMENTARES

RX Simples
Está indicado para indivíduos com mais de 50 anos, com manifestações neurológicas, suspeita de doença tumoral, histórias de crise repetidas ou  falhas do tratamento clínico. As posições a serem solicitadas são: frente, perfil (neutra, flexão, extensão), oblíquas esquerda/direita.
Podem ser observadas reduções do espaço discal e osteófitos (šbicos de papagaioš) na margem vertebral, especialmente na região anterior. A invasão de osteófitos no forâmen intervertebral é melhor demonstrada nas projeções oblíquas.


Tomografia Computadorizada
Está indicada no estudo de traumatismos e doenças ósseas. É útil para medida do canal vertebral e o forame de conjugação. 

Ressonância Magnética
Opção preferencial para detecção de patologias de partes moles tais como hérnia de disco e tumores. 

Cintilografia Óssea

Exame em que uma pequena quantidade de material radioativo é injetada no sistema sanguíneo chegando aos ossos sendo detectada por um ?scanner?. É útil para a pesquisa de metástases ósseas (pulmão, mama, próstata, tireóide, rim) e nas infecções e inflamações do disco (discite). 

Exames laboratoriais  

Velocidade de hemossedimentação e a proteína C reativa (PCR) estão elevadas em processos inflamatórios, infecciosos e neoplásicos.

Eletroneuromiografia 

Esse teste avalia os nervos e as funções musculares. É útil quando a clínica e a imagem não permitem localização do nível da compressão e também para o diagnóstico diferencial com a síndrome do túnel do carpo, na diferenciação entre processos do sistema nervoso periférico e central.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

   O diagnóstico diferencial deve ser realizado com síndrome do desfiladeiro ( síndrome compressiva neuro-vascular do plexo braquial), Pancoast (câncer do ápice do pulmão), síndrome do túnel do carpo (síndrome compressiva do nervo mediano no punho) e a periartrite do ombro (processo inflamatório inespecífico do ombro).

ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO

É notória e cade vez mais necessária a intervenção do fisioterapeuta nas disfunções ósteomioarticulares e ligamentares, dentre elas as que causam as cervicalgias. Importante uma criteriosa avaliação para evitar tão somente o tratamento do quadro álgico, e verificação da causa primária que o vem perpetuando. Importante analisar ocupação do paciente, pois uma sobrecarga postural e músculoesquelética pode cronificar o distúrbio. Se possível solicitar e orientar mudanças ergonômicas em seu ambiente de trabalho.
Observar restrições fasciais, principalmente em toda a coluna vertebral e região de cinturas escapulares, bem como uma avaliação dos desequilíbrios posturais apresentados pelo paciente.
Traçar seu plano de tratamento, elegendo os recursos eletrotermofototerapeuticos adequados a cada situação.
Inúmeras técnicas manuais podem ser utilizadas como: Osteopatia, Mulligan, Maitland, Terapia de Liberação Posicional, entre outras, podem restituir a mobilidade das estruturas cervicais, eliminando as contraturas, trigger points, disfunções de vértebras, etc.
Mobilidade dos tecidos moles através de técnicas de liberação fascial são extremamente importantes.
Tratado o quadro álgico e eliminando sua causa primária, o paciente pode entrar na fase de reequilíbrio postural, escolhendo o método que melhor lhe agradar (RPG, Pilates, Alongamentos).


Dr. ANTONIO VIANA DE CARVALHO JÚNIOR

                     (Fisioterapeuta)

Tratamento de Disfunções Ósteomioarticulares

Dores da Coluna Vertebral

Disfunções da ATM

P.O Cirurgias Ortognáticas

(85) 8845-9623/9955-7355

vianajunior@antonioviana.com.br

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fisioterapia no Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas

A cirurgia ortognática se destina a pessoas que apresentam um crescimento desigual entre a arcada superior e inferior, o que pode trazer inúmeras conseqüências negativas no seu dia a dia como: apnéia do sono, ronco, dormir de boca aberta, dores nas articulações da face e dores de cabeça, dificuldade de fechar a boca, além de desarmonias estéticas. Todas essas características podem ser um indicativo para a cirurgia.
Em associação com o tratamento ortodôntico permite uma correta solução das má-oclusões, especialmente nos casos mais severos. De acordo com o grau do problema, a cirurgia varia de pequenas movimentações de grupos de dentes até a movimentação completa da mandíbula e maxila.
O objetivo destes procedimentos conjuntos, ortodônticos e cirúrgicos, é a correção das deformidades dento-faciais e o estabelecimento de um equilíbrio entre os dentes, os ossos de sustentação e as estruturas faciais vizinhas (língua,lábios e bochechas) melhorando o aspecto facial.
A cirurgia está indicada quando há um reconhecimento da impossibilidade da execução do tratamento ortodôntico isolado, o que resultaria em instabilidade e desequilíbrio ósseo-dentário. Em alguns casos, a deformidade óssea associada impede a movimentação dos dentes para uma posição aceitável de mordida. Pode existir também, a possibilidade de se conseguir uma movimentação dentária aceitável, porém não estável ao longo do tempo, acarretando perda de dentes e sérios problemas para a articulação têmporo-mandíbular (ATM). Além disto, pacientes submetidos ao tratamento não cirúrgico, podem terminar com uma exagerada desarmonia facial.

Fases do tratamento

Exodontia dos dentes do siso deve ser no mínimo avaliada antes da montagem do aparelho ortodôntico
Montagem do aparelho ortodôntico fixo – o tratamento ortodôntico pode levar de 8 a 24 meses antes da cirurgia para deixar os dentes em uma posição adequada
Cirurgia Ortognática (ainda com o aparelho de ortodôntico nos dentes)
Trinta dias de recuperação (sem esforço físico, sem esporte e sol)
Retorno ao tratamento ortodôntico de 30 a 60 dias após a cirurgia para melhorar definitivamente a posição dos dentes
Controles periódicos com o cirurgião
O tempo do Tratamento depende do grau de dificuldade do tratamento ortodôntico

Os procedimentos cirúrgicos mais freqüentes:

1.Mentoplastia = procedimento cirúrgico que altera o tamanho e a forma do mento ( queixo )

2.Osteotomia tipo Le Fort I = uma técnica cirúrgica muito utilizada para correção de deformidades da maxila, pois permite movimentá-la para frente, para trás, para cima e para baixo, com ou sem enxerto ósseo

3.Osteotomia sagital oblíqua = técnica cirúrgica para correção das deformidades da mandíbula, permitindo posicioná-la para frente ou para trás e ao mesmo tempo alterar a altura do terço inferior da face.

4.Osteotomia segmentar = técnica que permite movimentar cirurgicamente um ou mais dentes dentro do arco dentário.

5.Expansão palatina cirúrgica = técnica utilizada para alargamento da maxila, em pacientes adultos.

6.Osteotomia vertical de ramo mandíbular = procedimento realizado na parte posterior da mandíbula, por acesso externo ou interno, para recuar o osso.
 

Quais os benefícios da cirurgia ortognática?

  • Melhora a relação entre os dentes, músculos e esqueleto;
  • Melhor posicionamento da musculatura do pescoço e da base da língua;
  • Melhora da oclusão e da articulação temporomandibular;
  • Melhora da mastigação e da digestão;
  • Qualidade de vida e autoestima elevada.
SINTOMATOLOGIA PÓS-OPERATÓRIA - (paciente pode ou não apresentar todos estes sintomas)
- DOR (facial, ATM, Mandíbula, Cefaléia,etc)
- EDEMA (facial)
- Dificuldade de mastigação, fala, deglutição, uso de musculatura da mímica facial
- Alteração de sensibilidade facial
- Limitação dos movimentos mandibulares
- Obstrução nasal
Objetivos do Tratamento Fisioterapeutico

Redução total do quadro álgico (DOR)  Redução e eliminação do edema Recuperação da ADM dos movimentos da ATM Restabelecimento das funções de fala, mastigação, deglutição  Estimular e contribuir para o retorno da sensibilidade afetada em alguns casos

TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO
Utilização de recursos eletrotermofototarapeuticos (redução da dor e edema)
Liberação miofascial (prevenção de aderências)
Inibição muscular relexa - quebra de reflexos nociceptivos patológicos, relaxamento de musculatura, desaparecimento de trigger points
Utilização de Hiperbolóide, Ativador Helicoidal Crânio Mandibular
Técnicas Osteopáticas, Mulligan, Inervação recíproca, muscle energy
Técnicas Intra Orais
Terapia Neural

Dr Antonio Viana de Carvalho Junior (Fisioterapeuta)

(85) 8845-9623/9955-7355

vianajunior@antonioviana.com.br















terça-feira, 21 de agosto de 2012

FISIOTERAPEUTAS DO REINO UNIDO: OS PRIMEIROS A PODER PRESCREVER MEDICAMENTOS
Os pacientes poderiam se beneficiar de um acesso mais rápido a medicamentos, como o alívio da dor e anti-inflamatórios graças a propostas de novos poderes avançados de prescrição para fisioterapeutas e podólogos, anunciou Lord Howe, Ministro da Saúde.
Fisioterapeutas seriam capazes de prescrever medicamentos para problemas como dores crônicas e doenças respiratórias como a asma. A oportunidade de prescrever para o alívio da dor e outros medicamentos ajudam muitos pacientes a responder mais rapidamente ao tratamento.

Podólogos que tratam de pacientes com uma ampla gama de condições patológicas, incluindo úlceras do pé diabético e distúrbios artríticos no pé e tornozelo seriam capazes de prescrever medicamentos, se necessário, mais prontamente.

Ministro da Saúde, Lord Howe disse:

"Os fisioterapeutas e podólogos são altamente treinados e desempenham um papel vital na garantia que pacientes recebam atendimento integrado, o que ajuda na recuperação após o tratamento ou na gerencia com sucesso de uma condição a longo prazo.

"Ao introduzir estas mudanças, pretendemos fazer o melhor uso de suas habilidades e permitir que os pacientes se beneficiem de um serviço mais rápido e eficaz, sem comprometer a segurança."

Dra. Helena Johnson, presidente da Chartered Society of Physiotherapy,  disse:

"Dar a oportunidade aos Fisioterapeutas de  prescrever de forma independente será possibilitar enormemente a melhora e os cuidados que podem fornecer no futuro."

"Os pacientes passarão a receber um serviço mais ágil e eficiente, o que significa obter os medicamentos de que necessitam mais de imediato."

Alison Wishart, presidente da Sociedade de pedicuro e podólogos disse:

"Independente de prescrição os podólogos fornecem uma oportunidade de oferecer serviços mais flexíveis para os pacientes - assegurar o acesso oportuno aos medicamentos, cuidar mais e permitir a inovação."

A proposta de alargar as responsabilidades de prescrição segue duas consultas públicas no ano passado e recomendações subsequentes da Comissão sobre Medicamentos Humanos.

Fisioterapeutas e podólogos que tenham concluído com êxito a Health Professions Council (HPC) são aprovados nos programas de educação e são anotados em um registro chamado theHPCregister. Com isso, podem realizar a prescrição de medicamentos de forma independente em 2014.


 Fonte: The Information Daily
vianajunior@antonioviana.com.br
Dr. Antonio Viana C Junior
(85) 8845-9623/ 9955-7355
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TERAPIA NEURAL - TRATAMENTO DE DORES AGUDAS E CRÔNICAS

Terapia Neural
Abordagem diagnóstica e terapêutica visando estimular a regulação do sistema nervoso autônomo na atenção às disfunções dolorosas e cinéticas funcionais humanas, induzindo processos de auto-regulação e reequilíbrio.

Quais são as principais indicações da Terapia Neural?

As disfunções que cursam com dores musculoesqueléticas, tais como epicondilites, tendinites, miosites, neuralgias, fibromialgia, hérnias discais, cefaléias cervicogênicas, dentre outras, possuem em comum componentes neurovegetativos com repercussões locais e à distância, em função das inúmeras interconexões neurais presentes no corpo humano.

Os desequilíbrios neurovegetativos, ou seja, hiper ou hipoatividade simpática, parasimpática ou visceral, isoladas ou combinadamente, produzem alterações circulatórias regionais e/ou sistêmicas, alterações da condução neural, levando ao desencadeamento e/ou agravamento de condições hipertônicas, hipersensibilidade e algias.

Muitas vezes, apesar do uso de fármacos potentes analgésicos, AINHs, antidepressivos e outros, não há alívio de sintomas. Diversos autores como descrevem que a Terapia Neural produz efeitos diretos sobre a circulação e inervação autônoma, favorecendo a absorção e a ação destes fármacos.


A Fisioterapia Neural consiste na estimulação de terminais nervosos do sistema nervoso autônomo que se encontram bloqueados, intoxicados ou estagnados em função da presença de tecidos inflamados, em sofrimento bioquímico por falta de oxigénio e nutrientes, ou necróticos.

Trata-se o paciente com agulhamento auxiliado por anestésico local em baixa concentração (de 0,5 a 1% normalmente) em pontos específicos do corpo.

Praticada por diversos profissionais de saúde oriundos da Alemanha no Brasil e diversos países da América Latina.

PATOLOGIAS TRATADAS:

- Distúrbios músculoesqueléticos (tendinopatias, artropatias,etc)
- Fibromialgia
- Algias de Coluna
- Disfunção da ATM
- Dores Orofaciais
- Cicatrizes Hipertróficas
- Enxaquecas

Dr. Antonio Viana de Carvalho Júnior

Rua José Alves Campos, 200 Guararapes
Consultório próximo ao Iguatemi
(85) 8845-9623/9955-7355
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cefaléia e DTM




A articulação temporomandibular (ATM), pela suas peliculiaridades, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. A disfunção de qualquer um de seus elementos pode desorganizar todo o sistema estomatognático e desencadear os mais diversos quadros patológicos.

A relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de poderem também aparecer associadas ao acaso, pois estas desordens são bastante prevalentes.
Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está, principalmente, na eliminação do fator desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento têm sido utilizados. Muitos são os processos terapêuticos empregados até o momento, o critério para escolha é feito de acordo com a particularidade de cada caso e a intervenção interdisciplinar mostra resultados benéficos para estes pacientes, porém são necessários maiores estudos para o seu esclarecimento.

Alterações no sistema mastigatório (dentes, periodonto, músculos e ATM) podem levar a reações adaptações e sintomas nesse sistema. A cefaléia é um dos sintomas mais comuns nos problemas de ATM.

Portanto, uma adequada avaliação para o correto diagnóstico etiopatogênico é de extrema importância para instituir o tratamento adequado, pois a base da terapêutica está principalmente na eliminação da causa desencadeante, bem como nos fatores predisponentes. A terapêutica sintomática simples leva somente a um êxito temporário, pois se a causa não é eliminada, o mal se repete ou continua.

Após a perda dos dentes ou dos tecidos, mudanças compensatórias ocorrerão na direção das forças dos músculos mastigatórios, levando a alterações estruturais, podendo ser responsáveis por sintomas clínicos como dor local com irradiações para o ouvido

Disfunção da articulação temporomandibular

A articulação temporomandibular, pelas peliculiaridades que apresenta dentro do sistema estomatognático, regulada por reflexos neuromusculares extremamente delicados, é sede freqüente de manifestações que cada vez solicitam mais atenção. Qualquer alteração, por mínima que seja, modificando a relação oclusal ou promovendo incordenações musculares, nela se reflete, induzindo disfunção caracterizada por síndromes dolorosas que podem ser agravadas por diversas situações. Devemos lembrar que a articulação temporomandibular não é um elemento anatômico isolado, sendo parte essencial de um mecanismo bastante complexo integrado pelos seguintes elementos: ATM, músculos mastigadores, músculos do assoalho bucal, ligamentos, língua, lábios, glândulas salivares, dentes, nervos motores e sensitivos, ossos maxilares, etc.

A disfunção de qualquer um dos elementos pode, num dado momento, desorganizar todo este sistema e desencadear os mais diversos quadros patológicos que, direta ou indiretamente, repercutem sobre a ATM e seus componentes musculares.

Inicialmente, pesquisadores tentaram estabelecer a patogênese deste quadro doloroso em que toda a atenção concentrou-se nos transtornos articulares. Posteriormente, compreendeu-se que as manifestações sobre o osso e a cartilagem articular não eram senão conseqüência de alterações localizadas em todo o sistema temporomandibular. Depois de uma série de trabalhos, concluiu-se que toda a problemática residia no desequilíbrio neuromuscular Para analisar um distúrbio, devemos nos basear em dois aspectos fundamentais: sua fisiopatologia e sua causa ou causas. Sabe-se que a fadiga muscular e o espasmo são responsáveis pelos principais sintomas de dor, sensibilidade, ruído e limitação de função, que caracterizam a síndrome de dor e a disfunção na articulação temporomandibular.

O desenvolvimento do espasmo dos músculos da mastigação decorrente de qualquer dos mecanismos citados pode acarretar dor e limitação dos movimentos, assim como pequeno desvio da posição de repouso da mandíbula, impedindo a oclusão adequada dos dentes. Os dentes podem deslocar-se gradualmente a fim de acomodar a má oclusão, se a mesma persistir por tempo suficiente, mas então, quando o espasmo for aliviado, os pacientes desenvolvem outro desequilíbrio oclusal, quando a musculatura aliviada permite o retorno dos maxilares à sua posição original normal.

Cefaléia e disfunção da articulação temporomandibular

De acordo com a literatura odontológica, a relação entre cefaléia e disfunção da ATM é freqüente, apesar de também poderem aparecer associadas ao acaso, pois essas desordens são bastante prevalentes. Dos sinais e sintomas clínicos encontrados, a dor dos músculos mastigatórios à palpação tem sido considerada a de maior relação com a cefaléia.

Avaliação e diagnóstico

Diversos protocolos de avaliação, diagnóstico e tratamento das desordens temporomandibulares tem sido usados. O comitê da Sociedade Internacional de Cefaléia tentou uniformizar criando termos para a classificação dessas disfunções através de critérios diagnósticos, incluindo sinais e sintomas, anormalidades morfológicas e disfunções da mandíbula, da língua e da boca; porém não inclui sensibilidade dos músculos pericraniais e da mandíbula


Critérios de disfunção temporomandibular

Deve estar presente três ou mais dos seguintes itens:


– Ruídos na ATM com a movimentação da mandíbula.
– Limitação ou espasmo na movimentação da mandíbula.
– Dor.
– Travar a mandíbula durante a abertura.
– Cerrar os dentes.
– Ranger os dentes.
– Outras parafunções orais


Sugestão para examinação na disfunção temporomandibular

Procure por ruídos ou estalidos na ATM.
Apalpe e procure anormalidades na ATM.
Mensure a abertura da boca (> 40 mm).
Apalpe a região lateral e dorsal da ATM procurando hipersensibilidade.
Determine a posição e o contato dos dentes molares, prémolares e incisivos, incluindo a perda dos molares e mau funcionamento dos dentes

TRATAMENTO

Tanto o tratamento de cefaléias quanto de DTM (Disfunção da ATM) devem incluir consultas com especialistas médicos, odontólogos, psicólogos e fisioterapeutas, para maior uma conclusão diagnóstica mais segura da causa principal do distúrbio.
Caso a cefaléia esteja verdadeiramente correlacionada com a DTM, o paciente deve buscar ajuda com um dentista e um fisioterapeuta especialiazados no assunto.

FISIOTERAPIA

A fisioterapia atua no tratamento das DTM objetivando o relaxamento da musculatura em espasmo, alivio da sintomatologia dolorosa, inclusive a cefaléia, melhora dos movimentos crânio-mandibulares e cervicais, condicionamento da musculatura crânio-cérvico-mandibular










Referências:

Olesen JW, Tfelt-Hansen P, Welch KMA. The headaches.
Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins, 2000
IHS – International Headache Society. Headache
Classification Committee. Classification and diagnostic
criteria for headache disorders, cranial neuralgias and
facial pain. Cephalalgia, 8(suppl. 7):1-96, 1988
Svensson P, List T, Hector G. Analysis of stimulus-evoked
pain in patients with myofascial temporomandibular pain
disorders. Pain, 92(3):399-409, 2001.


Dr. Antonio Viana de Carvalho Júnior
Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Tratamento de DTM e Pós Operatório de Cirurgias Ortognáticas
(85) 8845-9623/9975-7355
vianajunior@antonioviana.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Compete ao Fisioterapeuta, para o exercício do método Pilates no Diário Oficial da União

ENTIDADES DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES LIBERAIS
CONSELHO FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
RESOLUÇÃO Nº 386, DE 8 DE JUNHO DE 2011
Dispõe sobre a utilização do método Pilates pelo Fisioterapeuta e dá outras providências.
O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, no uso das atribuições conferidas pelo inciso II do Art. 5° da Lei n° 6.316 de 17 de setembro de 1975, em sua 211ª Reunião Plenária Ordinária, realizada no dia 08 de junho de 2011, na sede do CREFITO-8, situada na rua Jaime Balão, 580, Hugo Lange, Curitiba- PR, deliberou:
CONSIDERANDO que a fisioterapia é profissão regulamentada pelo Decreto Lei n° 938 de 1969;
CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO n° 8 de 1978;
CONSIDERANDO o disposto na Resolução COFFITO n° 80 de 1987;
CONSIDERANDO o amplo reconhecimento social do método Pilates, prescrito e exercido por profissionais Fisioterapeutas;
CONSIDERANDO a Resolução CNE/CES n° 4 de 19 de fevereiro de 2002 que normatiza as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia;
CONSIDERANDO as ações de promoção da saúde, bem estar social e qualidade de vida da Organização Panamericana da Saúde (OPA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil.
resolve:
Artigo 1° – Compete ao Fisioterapeuta, para o exercício do método Pilates, prescrever, induzir o tratamento e avaliar o resultado a partir da utilização de recursos cinesioterapêuticos e mecanoterapêuticos, devendo observar:
a)Que o método Pilates é um recurso cinesioterapêutico e mecanoterapêutico que promove a educação e reeducação do movimento corporal, composto por exercícios terapêuticos de promoção, prevenção e recuperação da saúde físico funcional;
b)Que o objetivo da utilização do método Pilates, é a estabilização postural, melhoria da força muscular para desempenho das atividades de vida diária, mobilidade articular, equilíbrio corporal e harmonia das cadeias musculares, entre outras com vistas à melhora da condição de saúde e qualidade de vida de seus clientes/pacientes.
c)Que a avaliação dos seus clientes/pacientes ocorrerá para eleger o melhor recurso do método Pilates e propedêutica apropriada, tais como: tempo, intensidade e freqüência do tratamento individualizado ou em grupo, de forma que garanta a qualidade da assistência fisioterapêutica.
d)Que a avaliação, prescrição e a evolução da intervenção fisioterapêutica constarão em prontuário, cuja responsabilidade deverá ser assumida pelo Fisioterapeuta, inclusive quanto ao sigilo profissional, bem como a observância dos princípios éticos, bioéticos, técnicos e científicos.
Artigo 2° Para os efeitos éticos e legais desta Resolução, o método Pilates sempre que indicado e administrado por profissional Fisioterapeuta estará vinculado ao controle ético e fiscalizatório do Sistema COFFITO/CREFITOs, sendo, portando, necessário o registro, por parte do profissional Fisioterapeuta, do seu consultório ou empresas referidas no Artigo 4° no CREFITO de sua circunscrição.
Artigo 3° Os casos omissos serão deliberados pelo Plenário do COFFITO.
Artigo 4° Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
ELINETH DA CONCEIÇÃO DA SILVA BRAGA
Diretora-Secretária
ROBERTO MATTAR CEPEDA
Presidente do Conselho
D.O.U., 14/06/2011 – Seção 1